sábado, 16 de agosto de 2014

FAIXA COM HOMENAGEM A EDUARDO CAMPOS É ESTENDIDA NA PRAIA DE COPACABANA



RIO - Uma faixa com o rosto de Eduardo Campos e os dizeres "Não vamos desistir do Brasil" foi estendida nas areias da praia de Copacabana no início da tarde deste sábado como uma homenagem da Juventude do PSB ao ex-governador de Pernambuco morto em acidente aéreo na última quarta-feira.

Material de campanha da antiga candidatura com os rostos de Campos e Marina Silva eram utilizados pelos jovens que programaram uma série de atividades como homenagens e discursos rememorando a trajetória do político pernambucano. A iniciativa contou com cerca de vinte jovens. 

 — Foi totalmente inesperado. É um luto. Primeiro pela perda da pessoa Eduardo. E também porque ele era uma liderança, uma referência para a nossa juventude. Ficamos meio sem chão mas vamos levar uma de suas últimas frases como um lema: não vamos desistir do Brasil — afirmou Vinícius Witeze, um dos membros do grupo.

A frase mencionado por Vinícius e estampada na faixa foi dita por Eduardo Campos um dia antes de falecer, em entrevista ao Jornal Nacional.

No calçadão, curiosos passavam e tiravam foto da homenagem prestada.

— Eu estava em dúvida sobre quem ia votar mas estava cogitando muito dar meu voto para ele. Tinha gostado muito da entrevista dele na tevê. Foi um susto ver as notícias no dia seguinte — afirma a publicitária Ana Rede que caminhava no bairro.

A ação feita pelo grupo não se restringiu somente ao Rio de Janeiro. Outros grupos de juventudes do partido de outros estados preparam suas homenagens ou já a fizeram. Em São Paulo, cerca de sessenta jovens foram até o local do acidente para mostrar solidariedade à família do ex-governador e as outras vítimas.

Fonte:  Gabriel de Paiva / Agência O Globo

PSB DE SERRITA PRESTA HOMENAGEM A EDUARDO CAMPOS

 
 Vamos prestar nossa homenagem a Eduardo Campos nas ruas e em casa. Na manhã deste domingo, quando acontece o seu sepultamento, estenda na janela ou na varada, uma bandeira de Pernambuco, do Brasil ou um lençol branco, que simboliza a paz. Nós do comitê de Serrita, estaremos fazendo esta homenagem.
 
 

LÍDER DO PSB DE SERRITA ESTÁ EM RECIFE PARA O FUNERAL DE EDUARDO CAMPOS


O Líder político do PSB de Serrita o engenheiro Rogério Canejo já está na capital pernambucana para o funeral de EDUARDO CAMPOS, onde prestará sua homenagem levando a solidariedade dos serritenses.

MARINA SILVA DISPUTARÁ AS ELEIÇÕES PARA PRESIDENTE


A cúpula do PSB já definiu...MARINA SILVA ficará no lugar de Eduardo Campos e disputará as eleições para presidente, aguardando apenas a indicação do vice que será do PSB. Vamos que vamos ...a luta continua...NÃO VAMOS DESISTIR DO BRASIL.

RENATA CAMPOS CONVOCA MILITANTES E LÍDERES POLÍTICOS PARA ENCONTRO NESTA SEGUNDA-FEIRA


Os militantes e líderes políticos do PSB e da Frente Popular estão recebendo desde à noite desta sexta-feira e por toda a manhã deste sábado uma convocação do partido para comparecerem na casa de recepções Blue Angel, na Madalena, às 10h da próxima segunda-feira.

A convocação vem de Renata Campos, viúva e principal conselheira política de Eduardo Campos. Ainda não há informações sobre o tema da conversa. O que se sabe é que os filhos do casal Campos também participarão do encontro.

Nos bastidores, especula-se que a primeira dama deva pedir continuidade no projeto de Eduardo e força renovada na eleição, em Pernambuco, de Paulo Câmara, candidato do PSB. O apoio incondicional à eleição de MarinaSilva na corrida pela presidência também deverá ser um tema.

Essa é a primeira vez que Renata Campos falará em público desde o acidente da última quarta-feira. O pronunciamento, ao lado dos filhos, ocorrerá um dia após enterrar o marido e na data em que ela comemora 47 anos de idade.

Fonte: Diário de Pernambuco.

MAIS DE 80 MIL PESSOAS DEVEM COMPARECER AO VELÓRIO E ENTERRO DE EDUARDO CAMPOS


Ainda em choque com a notícia da morte prematura do ex-governador Eduardo Campos (PSB), quarta-feira, em Santos (SP), amigos, familiares e correligionários começaram a preparar na sexta-feira (15) o velório e o enterro do ex-presidenciável, marcado para as 17h deste domingo (17). A expectativa é de que as cerimônias recebam um público acima de 80 mil pessoas, maior que o do enterro do ex-governador Miguel Arraes, seu avô. Eduardo morreu num acidente de avião na mesma data que Arraes faleceu, em 2005, aos 88 anos. Eduardo tinha 49.




Os preparativos com a cerimônia coincidiram com as visitas que aumentaram no Palácio do Campo das Princesas, quando populares começaram a passar pelo local para saber notícias de Eduardo e dos amigos que estavam no mesmo voo e morreram. Somente na sexta, no Cemitério de Santo Amaro, onde o ex-governador será enterrado no mesmo jazigo do avô, houve um acréscimo de 500 visitantes. Subiu para 1,5 mil, segundo o chefe da Divisão de Necrópoles do Recife, Petrus Tejo. Muitos foram lá interessados em saber o local exato do túmulo, que fica na quadra 32, lote 1, em terra batida, rodeado de flores vermelhas. Um túmulo simples, ao estilo de Arraes e de Eduardo, que nunca foram de ostentações.

Apesar de terem estado em lados opostos nesta eleição, o enterro de Eduardo contará com a presença do ex-presidente Lula, seu amigo, e da presidente Dilma Rousseff, que ligou para o deputado federal João Paulo (PT) confirmando a vinda ao estado.

Perplexidade tem sido comum nas ruas do Recife. Desde quarta-feira é comum ver pessoas paradas em frente às televisões de lojas de eletrodomésticos, com mãos na boca e no queixo vendo notícias sobre a morte trágica do ex-governador. Os bares e restaurantes ficaram silenciosos na quarta e ontem, como se não houvesse clima de festejos.

No esteio dessa comoção, a ex-primeira dama Renata Campos pediu que houvesse uma missa de corpo presente fora do Palácio do Campo das Princesas, na Praça da República, onde as pessoas possam ver a cerimônia, sem o aperto das acomodações do prédio antigo. O ato religioso será realizado pelo arcebispo de Olinda e Recife, dom Fernando Saburido. No local, o mesmo onde Eduardo fez o discurso de despedida de sete anos e quatro meses de governo, serão proferidas as palavras do adeus.

Fonte: Diário de Pernambuco/ Aline Moura - Foto: Augusto Freitas

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

O VOTO, ALÉM DA MORTE E DO LUTO



A sabedoria convencional indica que a morte de Campos alterará muito o panorama eleitoral

Samantha Pearson, a correspondente do Financial Time no Brasil, ousou prever, o quente, que a morte de Eduardo Campos muda “radicalmente” o panorama eleitoral. Não chegou a elaborar, mas a sabedoria convencional indica que pode ter razão.

Para começar, o lógico é que Marina Silva, a candidata a vice, seja a substituta de Eduardo Campos, assumindo a cabeça de chapa. Especulou-se muito, antes da definição da candidatura do ex-governador pernambucano, com a hipótese de que Marina poderia ser a candidata, o natural é que, agora, ela o substitua no posto.

Se for assim, é razoável supor que Marina recuperará nas pesquisas o patamar de intenções de voto que tinha antes de inviabilizada a sua Rede e, por extensão, antes que ela aderisse ao PSB.

Na última pesquisa do Datafolha nesse cenário, no início de abril, a ex-senadora do Acre atingia 27% e ficava em segundo lugar, não muito atrás da líder Dilma Rousseff, com seus 39%.

Recuperado esse patamar e todas as demais variáveis permanecendo as mesmas, o segundo turno torna-se inevitável. Afinal, aos 27% de Marina é preciso somar os 16% de Aécio Neves, o que dá, portanto, 43%, acima dos 39% de Dilma. Como se sabe, a condição para segundo turno é os demais candidatos superarem os votos da primeira colocada.

É óbvio que nada garante que essas suposições se cumprirão. Aliás, nem é certo que Marina será a candidata no lugar de Eduardo Campos, por mais que seja a alternativa cristalinamente lógica. À parte a lógica, podem entrar na equação emoções que alterem esse cenário, para o bem ou para o mal (de Marina).

Uma delas me foi lembrada por Adriana Pérez-Cañedo, âncora de rádio e TV mexicana, quando me entrevistava exatamente sobre a morte do líder socialista. Para ela, a comoção provocada por episódios do gênero inevitavelmente leva votos para os substitutos da vítima.
A entrada de Marina, acoplada a esse, digamos, “voto-luto”, pode servir de catalisador para que o desejo de mudança, clara e fortemente manifestado em todas as pesquisas eleitorais, engrosse a preferência pela ex-senadora.


Mas pode acontecer também que Marina não recupere a intenção de voto que tinha antes de se filiar ao PSB, exatamente porque os eleitores que querem a mudança –seja lá o que isso signifique– podem entender que ela se contaminou com a velha política ao entrar em um partido convencional, ao contrário da suposta novidade que seria a Rede.

Cabe de todo modo deixar claro que avaliações a quente, como a que ousou fazer Samantha Pearson e à qual aderi, podem ser destruídas à medida que o estado de choque em que caiu o mundo político seja substituído pela realidade de que a eleição está há apenas sete semanas.

Cabe também lembrar que Eduardo Campos era, talvez, o único político nordestino que não se encaixava no perfil coronelístico que caracteriza a maior parte de seus pares (e não apenas no Nordeste), embora suas raízes estivessem solidamente fincadas no agreste pernambucano, tal como o “velho Arrais”, seu avô Miguel Arraes.

(* Clovis Rossi, na Folha de São Paulo)