quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

UM POUCO DE MIM...


Venho agradecer aos meus familiares e amigos reais e virtuais por toda manifestação de carinho demonstrada em minha página social, na caixa de mensagens, e-mails e telefonemas. Além desta mensagem coletiva, faço questão de agradecer individualmente todos os parabéns recebidos. Fiquei muito feliz e surpresa com tanta gente participando do “meu dia”. Posso dizer que não imaginava que fosse tão querida. Obrigada e por isso resolvi compartilhar com vocês um pouco do meu projeto de vida para 2014. “O presente que resolvi dar a mim mesma”.

Ontem, mais um ciclo foi fechado, dando lugar a outro por um ano... Quando a gente aniversária, 38 anos, ou 45 ou 48, talvez 50.Uma idade qualquer que esteja no meio do trajeto. Ai a gente descobre que o tempo não pode continuar sendo desperdiçado. Como diz a escritora Martha Medeiros: “É como se a gente estivesse com o jogo empatado no segundo tempo e ainda se desse ao luxo de atrasar a bola pro goleiro ou fazer tabelas desnecessárias. Que esbanjamento. Não falta muito pro jogo acabar. É preciso encontrar logo o caminho do gol”.

Procuro viver sem muita frescura, sem desgaste, sem muito discurso e com muito protetor solar, óculos escuros e ir direto ao assunto. Excetuando, é claro, no sexo, onde a rapidez não é louvada, pra todo o resto é melhor queimar as etapas. Procuro esquecer as ofensas e lembrar os elogios.

Cheguei aqui e descobri que agi certo na maioria das vezes e mais e bem mais confiável, mais cidadã, mais responsável, sensata e fazendo ponderações, mas sem perder a intensidade das emoções, buscando viver intensamente todos os momentos sem cobranças e sem expectativas... Simplesmente vivê-los. Resumindo tudo isso, considero que o mais importante na vida é a independência. E a mais difícil é ser independente no amor. A paixão é outra coisa, quando estamos apaixonados, somos todos dependentes de telefonemas, de e-mails, de declarações, de presença constante... Ai, de repente, pinta a serenidade que pode se transformar no amor que nos deixa mais segura e permite o desenvolvimento da independência. Eu me sustento, eu existo. Dependência é morte. A maturidade é assim, de repente fiquei lúcida e diabolicamente tranqüila, talvez até mais paciente, sorridente e intensa.

Sou sagitariana e demasiadamente amante da liberdade. O meu elemento é fogo, talvez isso explique o meu temperamento um pouco selvagem e livre.

Dediquei 22 anos da minha vida aos meus filhos, sempre fui uma mãe exemplar, abdiquei de muitos sonhos para viver somente por eles. Agora que estão crescidos e cursando faculdade em busca dos seus sonhos, resolvi praticar o desapego e vou passar um ano dando prioridade aos meus projetos. Tenho uma missão que considero importante, a fundação do Museu de Serrita, a restauração do Memorial Frei Damião e concretizar o meu sonho de escrever um livro, digo dois, pois um já foi iniciado... Estou catalogando a biografia dos homenageados em logradouros públicos de Serrita e o outro, será um registro das minhas emoções vividas... No momento, sem título.

Diz a sabedoria popular que só temos uma vida completa quando plantamos uma árvore, escrevemos um livro e temos um filho. Devido a minha profissão, paisagista, sempre estou com a mão na terra, plantando, quase que diariamente. Quanto às árvores, já perdi a conta de quantas foram plantadas por onde passei... Minha contribuição com a natureza, considero cumprida, porém, sempre que possível e necessário continuarei semeando o verde no planeta . Quanto aos filhos, tenho um casal, Violeta e Rodrigo, razão da minha existência. Os livros são projetos audaciosos e que vou me arriscar como tudo que faço na vida, sem medo e sem preconceito. Tudo isso é um sonho que não depende somente da minha vontade, mas da permissão do Altíssimo e por isso, já está tudo em suas mãos. Seja feita a sua vontade e não a minha.

Aproveito e já deixo aqui o meu desejo e minhas energias positivas de final de ano para todos vocês. Tudo de bom que eu desejo, para mim, também desejo para cada um de vocês.
Um beijo grande da amiga,
Fátima Canejo.

sábado, 14 de dezembro de 2013

ATIVISTAS JOGAM LIXO NO PLENÁRIO


Sacolas foram rasgadas e seus conteúdos foram espalhados pelo chão da Casa. Com o mau cheiro exalado pelo lixo, o presidente interino da Câmara de Juazeiro do Norte foi obrigado a encerrar a sessão foto: NORMANDO SÓRACLES/miseria.com

Juazeiro do Norte. Quatro manifestantes invadiram as galerias da Câmara de Vereadores de Juazeiro do Norte, no início da tarde de ontem. Com duas sacolas de lixo em cada uma das mãos, os manifestantes gritavam palavras de ordem: “lixo para o lixo”, enquanto rasgavam as sacolas e derramavam seus conteúdos no chão do plenário.

A ação foi deflagrada momentos após a abertura da sessão, quando alguns vereadores solicitavam da Mesa Diretora a antecipação do anúncio do período de recesso parlamentar, como forma de minimizar as críticas que a Casa vem recebendo, depois que o Legislativo decidiu manter o mandato do ex-presidente da Câmara, Antônio de Lunga (PSC), impedido de exercer a função da vereança por determinação judicial.

Ele, juntamente com o tesoureiro do legislativo, Ronnas Motos (PMDB), também afastado da função por determinação da juíza Ana Raquel Colares dos Santos, é investigado pelo Ministério Público do Estado (MP-CE) por suspeita de fraudar processos licitatórios para compra exagerada de material de limpeza. O caso ficou conhecido como “escândalo das vassouras”.

Sessão encerrada

Para os manifestantes, o lixo representava a forma como os vereadores vinham se comportando diante de denúncias de corrupção, mau uso do erário público e acordos supostamente firmados para garantir a manutenção do mandato de Antônio de Lunga. Com o mau cheiro exalado pelo lixo, o presidente interino, Darlan Lobo (PMDB), acabou sendo obrigado a encerrar a sessão sem que as discussões das matérias estabelecidas na pauta tivessem acontecido. Parlamentares chegaram a solicitar que o presidente determinasse a prisão dos manifestantes. O parlamentar, no entanto, disse que recebia o gesto como uma manifestação popular e não como um ato de vandalismo.

Após o encerramento da sessão, o vereador Antonio Vieira Neto (PTN), o capitão Vieira, se deslocou à 20ª Delegacia Regional da Polícia Civil de Juazeiro do Norte, onde registrou Boletim de Ocorrência (BO) contra os manifestantes. Os vereadores Bertran Rocha, Adauto Araújo, Tarso Magno, Nivaldo Cabral e João Borges também ofereceram denúncia contra o grupo.

Os ativistas acabaram sendo encaminhados a prestar esclarecimentos ao delegado Antônio Timbó, que determinou a instauração de um Termo Circunstancial de Ocorrência (TCO).

Fonte: Diário do Nordeste
Roberto Crispim
Repórter
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Diante de tudo isso, que podemos dizer sobre a justiça? Que podemos dizer sobre aqueles que foram constituídos “democraticamente” pelo voto? Acredito que neste país há uma inversão de valores e que precisa urgentemente ser reavaliada e mudada. Deixo aqui os meus PARABÉNS AOS ATIVISTAS pela coragem, determinação, consciência política e o pleno exercício de cidadania. Da próxima vez, não compareçam à Casa Legislativa com um número tão reduzido (04) manifestantes, mas procurem mobilizar a população, com certeza o desfecho não será prestar esclarecimento na Delegacia.
Quem sabe, se existir, uma próxima vez, as sacolas de lixo possam ser substituídas por Container? A repercussão será bem maior...  a “bagaceira”, só presta grande!!!
Fátima Canejo.


ROSALBA TEM PIOR AVALIAÇÃO ENTRE GOVERNADORES DO BRASIL, APONTA PESQUISA

 
A governadora Rosalba Ciarlini conseguiu se manter no cargo, mas hoje teve novo motivo para preocupação. A chefe do Executivo potiguar tem a pior avaliação entre todos os governadores do país. É o que aponta a pesquisa encomendada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) ao Ibope, publicada nesta sexta-feira (13). 

No Rio Grande do Norte, apenas 7% da população considera o governo de Rosalba Ciarlini como ótimo ou bom. Quem também tem avaliação parecida é o governador Agnelo Queiroz, do Distrito Federal, que é avaliado como ótimo ou bom por 9%. No Amapá, Camilo Capiberibe, e no Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, que estão empatados, 18% com avaliação positiva. 

Na desconfiança, Rosalba também lidera. O menor grau de confiança da população nos governadores está no Rio Grande do Norte. Somente 11% da população confia em Rosalba, enquanto o índice é de 13% no Distrito Federal, 25% no Amapá, e 28% no Rio de Janeiro.

Do outro lado da lista, aparecem os governadores de Amazonas, Pernambuco e Acre, que são os mais bem avaliados pela população. O governador Omar Aziz, do Amazonas, é o melhor avaliado: 74% da população do estado consideram o governo como ótimo ou bom. Em seguida vem Eduardo Campos, de Pernambuco, com 58% de aprovação, e Tião Viana, do Acre, com 55% bom. No outro extremo, com  as piores avaliações, estão os governadores de Rio Grande do Norte, Distrito Federal, Amapá e Rio de Janeiro.
 
 O levantamento mostra que o governador do Amazonas também está em primeiro lugar em confiança da população, outro indicador importante de popularidade. O percentual de confiança em Omar Aziz é de 75%. Empatados em segundo lugar, com 66%, aparecem Tião Viana e Eduardo Campos. 

O estudo, que avalia a popularidade dos governadores de 26 estados e do Distrito Federal, ouviu 15.414 pessoas com mais de 16 anos em 727 municípios. A margem de erro também é de 2%.
Fonte: Tribuna do Norte

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

LULA PEDE "PACIÊNCIA" AO PT COM PEEMEDEBISTAS



O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu, na segunda-feira (2), aos dirigentes eleitos para comandar o PT nos estados em 2014 que tenham ‘paciência’ e ‘cautela’ na formação de palanques regionais para as eleições.

Em reunião em São Paulo, o petista reiterou, por exemplo, que o partido organize o desembarque do governo Sérgio Cabral (PMDB), no Rio, para lançar a candidatura do senador Lindbergh Farias, sem comprometer o apoio dos peemedebistas à reeleição da presidente Dilma Rousseff.

A orientação de Lula é que o PT cobre do PMDB, onde os dois partidos não estiverem juntos, o apoio à chapa nacional, com Dilma e o vice Michel Temer (PMDB).

Em estados como Bahia e Pernambuco, lideranças peemedebistas locais sinalizam adesão aos adversários da petista na corrida presidencial.

SARNEY – Lula demonstrou impaciência com a cobrança que o PMDB faz por apoio do PT a seus candidatos a governador em vários estados. Na reunião de segunda com dirigentes e pré-candidatos petistas num hotel em São Paulo, Lula reiterou que não está fechada a aliança do PT com o candidato da família Sarney no Maranhão e reclamou de falta de reciprocidade do partido de Michel Temer, que não fechou com candidatos petistas em Minas, Bahia, Rio Grande do Sul e Paraná.

CABRAL – ‘Vá com calma, Lindbergh’, pediu Lula ao pré-candidato e senador petista do Rio. Disse que o PT foi aliado do governador Sérgio Cabral nos dois mandatos e não pode romper bruscamente com ele.
Fonte: Folha Online

PREFEITO DE PETROLINA DIZ QUE SE O PMDB FIZER ALIANÇA COM O PSB PARA APOIAR CANDIDATO DE EDUARDO CAMPOS À SUCESSÃO ESTADUAL, ELE ESTARÁ FORA DESSE PALANQUE


O prefeito de Petrolina, Julio Lossio (PMDB), já mandou avisar ao presidente do seu partido, Dorany Sampaio, e que mais interessar possa: se houver aliança com o PSB para apoiar o candidato de Eduardo Campos à sucessão estadual, ele estará fora desse palanque.

Domingo passado a cúpula estadual do partido reuniu-se em Vitória de Santo Antão e aprovou uma moção considerando a candidatura do senador Jarbas Vasconcelos como “prioritária” dentro do partido.

Os peemedebistas acham que podem salvar o mandato de Jarbas, mas só em aliança com o PSB.

Lossio se diz “perseguido” pelo principal líder deste partido em seu município, Fernando Bezerra Coelho, e não aceita aliança com o PSB de jeito nenhum.

Ele não acredita em retaliação porque o senador Jarbas Vasconcelos também é dissidente no PMDB nacional.

Faz oposição ao governo Dilma, apesar de o PMDB ser o partido do vice-presidente Michel Temer.
Inaldo Sampaio

domingo, 1 de dezembro de 2013

LULA CONTINUA SENDO O MAIOR LÍDER POLÍTICO DO BRASIL




Pesquisa do Datafolha divulgada ontem (30/11) mostra que o ex-presidente Lula continua sendo o maior líder político do Brasil.

Se ele fosse candidato a presidente da República, bateria qualquer adversário no primeiro turno.

O Datafolha fez uma simulação com quatro cenários e em todos eles o ex-presidente ganharia de lavada.

Ele bateria o senador Aécio Neves (PSDB) por 56% x 16% e o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, por 56% a 8%

O ex-presidente, no entanto, continua dizendo que não é candidato e que vai apoiar Dilma Rousseff.

Aécio Neves, por sua vez, diz ter ficado satisfeito com a subida da presidente na pesquisa, pois se ela continuasse caindo o fantasma do “volta Lula” tenderia a ganhar corpo.

Para o tucano, é bom para as oposições que Dilma fique estacionada na casa dos 45% dos votos. Mas é preciso que Eduardo Campos cresça para garantir o segundo turno.

Já Eduardo Campos retornou ontem à noite ao Recife, após um périplo por SP, RG e PR, absolutamente convicto de que haverá segundo turno e que o PSB será um dos finalistas.

Nessa viagem pelos três estados, ele garantiu o apoio do PPS do Rio Grande do Sul, o “quase apoio” do PPL (Partido da Pátria Livre) e selou a aliança do PSB com o PSDB no Paraná para apoiar a reeleição d governador Beto Richa (PSDB).

Richa, na eleição de 2012, apoiou a reeleição do então prefeito de Curitiba, Luciano Ducci (PSB), que não foi sequer para o segundo turno. Os finalistas foram: o deputado Ratinho Júnior (PSC) e o ex-deputado Gustavo Fruet (PDT) que se elegeu.

Inaldo Sampaio

E EDUARDO PERDEU 2013


Por Fernando Castilho, colunita de Economia do Jornal do Commercio
Especial para o Blog de Jamildo

Complicou. Para quem quer ser presidente da República, o governador Eduardo Campos já sabe que vai ter que ganhar 2014 porque 2013 para ela já era. Pode até ser que no meio de uma Festa da Conceição, que só é data importante no Recife; de uma coxa de peru de Natal ou de uma festa dessas que o secretário de Turismo do Recife, Felipe Carreiras, está organizando para animar a festa do Réveillon, ele até ganhe alguma coisa.

Mas, em nível nacional, o governador de Pernambuco já sabe que vai ter que organizar uma estratégia de classe mundial para, ao menos, entrar no embate marcado para outubro. Porque com esse discurso e essa agenda doméstica não dá.

Isso não quer dizer que não possa organizar sua vida. Eduardo Campos é um desses animais políticos que, quando menos se espera, surge com um fato novo que o projeta politicamente. Dito de outra forma: para quem teve que amargar uma crise como a dos precatórios em 1996 e conseguiu virar governador reeleito com 80% de votos e com chances de virar estrela nacional, o diabo é quem duvida do que ele seja capaz.

Mas, aqui para nós e o povo da rua, até agora o que ele pôs na rua é uma campanha meia boca, mais parecida com a do Náutico, gerido pela extraordinária “competência” de Paulo Wanderley quando precisa de algo parecido com o que Gilvan Tavares implantou no Cruzeiro. Ou pelo menos, com a que Eduardo Bandeira de Mello fez no comando do Flamengo.

Dito de outra forma: para quem quer ser campeão da Série A, Eduardo Campos está apresentando ao país um planejamento de time de série B. Se mantido, no máximo pode chegar à quarta posição do certame de acesso. Para quem quer jogar a Série A, no mínimo, Eduardo Campos devia ser hoje pelo menos um Palmeiras.

E o governador não pode nem se queixar do juiz. Bem da verdade, no começo de outubro ele recebeu (de susto, é preciso ficar claro), um reforço no seu time que nem mesmo a vovó Palmirinha podia imaginar. Num final de semana, Marina da Silva em pessoa, jogou no seu vestiário um ônibus de gente e mais um patrocínio de classe mundial que o catapultou à condição de maior líder da oposição do Brasil, dando-lhe um cartão de visitas e uma exposição que em situação normal precisaria de meses para obter. E tudo a um baixíssimo custo.

Feitas as conta políticas, Marina da Silva - depois que o TSE lhe negou o direito de disputar a Presidência - fez o que qualquer político de nível nacional faria: Ligou para Eduardo Campos e disse que estava se "arranchando" no PSB para juntar forças e os dois virarem uma alternativa de poder.

Era uma sexta-feira, Aécio Neves estava casando em Nova Iorque e Eduardo Campos arregalou os olhos, deu um grito de urra e mesmo sabendo que o pessoal de Marina Silva estava se juntando ao PSB apenas para passar uma chuva, soube aproveitar aquele momento lindo.

É verdade. Marina da Silva deixou claro que não queria casar com ele. Iriam dormir juntos, mas em quartos separados e toda noite ela tendo o cuidado de fechar a porta com chave e colocando uma cadeira embaixo da fechadura. Mais uma vez, dito de outra forma: Eduardo Campos viu que sozinho era o velho. Marina da Silva, sozinha, era o velho. Mas, os dois juntos eram o novo. Sabe aquela coisa de menos com menos dá mais? Eduardo com Marina era isso em outubro.

O problema é que nenhum dos dois soube o que fazer com isso. Pode parecer cruel, mas a sensação que temos hoje é que os dois ficaram naquela de você primeiro. Não, você primeiro! Faço questão, você primeiro. De forma alguma, você primeiro. E o tempo foi passando.

Façamos as contas: Em dois meses Eduardo Campos e Marina Silva fazem o que? Certamente nenhum dos dois acha que essa ideia de formar uma plataforma digital para receber contribuições via internet, vai ajudar a candidatura a decolar. Também sabem que o nível de conversa com os donos de partidos no Congresso, para dar ao governador de Pernambuco palanque nos 27 estados, é insuficiente para uma conversa mais firme. E os dois sabem que o nível de confiança de suas equipes está a quilômetros de um projeto de governo para um país do tamanho do Brasil com o nível de complexidade que isso exige.

O problema talvez esteja no fato que o “consórcio” Eduardo/Marina não ajuda muito para conversar com os atores importantes do Brasil. Quem do time de Eduardo telefona para gente de peso de São Paulo e marca conversas diretas? Quem do time de Marina abre esse tipo de porta? Ou dito mais uma vez de outra forma: até que ponto o encantamento de alguns empresários e até líderes (de fato) do setor empresarial brasileiro resiste a uma conversa com Marina Silva e suas ideias quase evangélicas de economia, agronegócio, finanças públicas inserção do Brasil na economia internacional e investimento direto de médio e longo prazo? Isso ajuda Eduardo em quê?

Calma, não pense que se exige aqui um programa de governo ou uma proposta com opinião de gente da FGV, PUC-Rio, Unicamp e USP. Mas, essa conversa mole de afastamento das “velhas raposas”, de que é possível “fazer mais” e de que precisamos de uma “nova política”, não aguenta dois minutos de negociação de campanha.

A menos que ele esteja pretendendo se enrolar com Marina e a bandeira nacional e radicalizar a campanha com um discurso ao ponto de que, após eleito com uma avalanche de votos, o credencie a negociar com todas essas forças?

O mesmo governador que encanta hoje empresários em São Paulo não avançou muito pelo Brasil a dentro. Preferiu, em lugar de entrar na swell (aquela série de ondas que atinge o maior tamanho entre todas) do efeito Marina, ficar por aqui mesmo. Uma viagem a Ipubi. Uma inauguração em Tuparetama e vai por aí. Ele não retribuiu, sequer, a visita que Marina fez ao Recife e foi ao Acre.

E mesmo a viagem à Alemanha e à Inglaterra não teve uma agenda de candidato presidencial. Ora, ele estava na crista da onda porque foi conversar com brasileiros lá fora? E aquela entrevista com o Jô na volta? O Gordo só fez levantar a bola e ele foi falar de redução de secretaria em Pernambuco?

Talvez, porque o próprio Eduardo Campos ainda esteja pensando da Bahia para cima e como time de série B. Não há, mesmo incipientemente, uma estratégia clara de conversa com gente formadora de opinião em São Paulo, Minas, Rio de Janeiro e Paraná. Se tiver, está tão escondida que ninguém soube. Bom, pode ser que ele esteja pensando no texto da Agenda para um Brasil próspero e competitivo, do Fábio Giambiagi e do Cláudio Porto que ele assina uma das contracapas.

E pegando uma carona naquela velha propaganda do extinto Bamerindus (que, aliás, era do Paraná) onde um cliente ouvia uma proposta de um corretor de seguros da concorrência e perguntava: certo, mas cadê a proposta da Bamerindus? Ou melhor: qual é a proposta de Eduardo

Campos para o Brasil? Quem vai lhe dar suporte, empresarial, técnico e acadêmico para gerir um Brasil cansado disso que o PT e o PMDB fizeram? Por enquanto em São Paulo, por exemplo, as pessoas até gostam de ouvir seus discursos, mas se perguntam: legal, mas e daí?

É bom repetir: é preciso não subestimar Eduardo Campos. Mas, é preciso reconhecer que do outro lado, o governo do PT já sabe com quem conversar. E quando a estultice de Dilma não for suficiente para abrir a conversa, Lula vai lá e organiza a agenda e a lista de convidados.

Resumindo essa conversa toda: para cachorro novo, Eduardo Campos tinha que já ter entrando muito mais na mata. Para ficar nesse reme-reme de criticar o governo Dilma pela periferia, é melhor deixar isso para o Aécio Neves que quase pede licença para bater no governo do PT. Ou Eduardo Campos passa a falar num nível estratégico top de linha e se apresentar ao país pensando globalmente ou vai ficar nesses números que o novo Datafolha mostra. Embicando.